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Pixinguinha

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Um dos maiores gênios da música popular brasileira e até mundial... Um revolucionário na maneira de se fazer música... Assim era o compositor, arranjador e instrumentista Alfredo da Rocha Viana Júnior, o Pixinguinha, homenageado no programa Acervo MPB.

Pixinguinha nasceu no dia 23 de abril de 1898, no bairro de Piedade. Na infância, recebeu da avó africana o apelido “Pizinguim”. Já “Pixinguinha” teria surgido devido a um problema na bexiga... Primeiro, começaram a lhe chamar de “Bexiguinha”, depois de “Pexinguinha”. Aos poucos, virou “Pixinguinha” mesmo. A família manteve o apelido antigo... Aliás, foi dela que o artista recebeu influência musical, já que o pai era flautista amador. Foi justamente pela flauta que Pixinguinha deu início à sua ligação mais séria com a música, depois de ter aprendido um pouco de cavaquinho.

Não demorou muito para que o nosso homenageado começasse a tocar em orquestras e peças musicais, ganhando fama, principalmente, a partir dos improvisos que ‘tirava’ da flauta. Foi na década de 10 que começou a compor os primeiro choros, polcas e valsas.

A primeira composição de Pixinguinha foi “Lata de Leite”, um choro. Ele tinha 12 anos de idade... Aos 14, 15 anos, começou a se apresentar em público; tocava flauta numa casa, no Centro da Cidade, das oito da noite à meia-noite. Foi o primeiro emprego de sua vida... Naquela época, ainda estudava no Mosteiro de São Bento. Como não havia juiz de menores, não enfrentou problemas por ser menor de idade.

Ainda jovem, Pixinguinha - que teve 14 irmãos - formou seu próprio conjunto, o “Grupo do Pixinguinha”, que, mais tarde, tornou-se o prestigiado “Os Oito Batutas”. Era formado por ele; Donga; os irmãos Jacob e Raul Palmieri; Nelson Alves; Otávio Viana, que era o seu irmão “China”; além de José Alves e Luís Pinto.

Com os Batutas fez uma célebre excursão pela Europa, no início dos anos 20, divulgando a música brasileira. Anos mais tarde, gravou como flautista e saxofonista diversas peças que se tornaram a base do repertório de choro, para solista e acompanhamento. Os êxitos se somavam com o passar do tempo...

Em 1946, Pixinguinha optou definitivamente pelo saxofone, o que, segundo alguns biógrafos, aconteceu porque o músico teria perdido a embocadura para a flauta, devido a problemas com bebida. Mesmo assim, não parou de compor. Nem mesmo quando teve o primeiro infarto, em 1964, que o obrigou a permanecer 20 dias no hospital.
Naquele período, surgiram músicas marcantes...

Pixinguinha dizia que “o ritmo era uma virtude, mas para a melodia era preciso haver estudos”. Não foi à toa que ele chegou a lecionar... Ensinou em algumas escolas a teoria e o domínio de instrumentos como bandolim, flauta e outros.

Depois da morte de Pixinguinha, em 17 de fevereiro de 1973, uma série de homenagens em discos e shows foi produzida. Eventos também foram realizados em 1998, marcando o centenário de nascimento do mestre.

Algumas curiosidades tornaram especial a história de vida de Pixinguinha. Entre elas está o fato de certas músicas ganharem letra depois de sua morte, sendo a mais famosa “Carinhoso”. A canção, considerada um clássico da música brasileira, foi composta em 1917 e gravada pela primeira vez em 1928, de forma instrumental. A letra João de Barro escreveu em 1937, para a gravação de Orlando Silva.

Pixinguinha morreu num sábado de Carnaval, depois de ter o segundo infarto, curiosamente dentro de uma igreja, a da Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Durante o seu velório, o povo formou um coro de duas mil vozes, cantando, em sua homenagem, a pérola “Carinhoso”.

By: Viviane Pires

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